quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Descendência do Asé
O "Asé Yangba Oloroke ti Efon” ou simplesmente como é chamado o Terreiro do Oloroke Salvador – Bahia. Em primeiro lugar vamos à origem na África, mais exatamente em Ekiti-Efon onde reina absoluta aquela que é a rainha da nação no Brasil, Efon, ou seja, Osun, companheira inseparável de Oloroke, que é seu pai, ficando assim esclarecido o porque da casa chamar-se terreiro do Oloroke e Osun ser a dona do Asé, sendo ele louvado juntamente com Osun nos nossos principais ritos. Foi desta localidade, que veio para o Brasil na condição de escravos por volta de 1850 o fundador da nação no Brasil, um africano chamado José Firmino dos Santos mais conhecido como Tio Firmo (Oxum Tadê) que veio da região de Ijesá. Foi iniciado para Oxum e na cidade de Ifon que ele se iniciou em Ifá e recebeu o nome de Baba Erufá. Juntamente com ele, veio uma princesa do Ekiti-Efon de nome Maria da Paixão (Adebolu), mais conhecida como Maria Violão. Trouxe como orixá particular rei da nação Olorokê (aquele que é cultuado no alto). Adebolu, seu nome, significa “a coroa que cobre a terra”, símbolo real por excelência.
Por volta de 1860, Tio Firmo e Maria Bernarda fundam o Asé Oloroke no engenho velho de Brotas, onde encontra-se até hoje plantando ali o Asé de Osun e com isto além de fundar uma casa fundam também a Nação Efon no Brasil. Mais tarde tio Firmo passa a viver maritalmente com Maria Bernarda da Paixão e passam a dividir as funções do Asé. Acredita-se que nesta época ambos já eram libertos. Os Igbas ou assentamentos dos orixás foram trazidos da África e estão até à presente data preservados no Ilé. Lá se encontram a Osun de Tio Firmo e o Oloke de Maria Bernarda, dentre outros. Apesar da libertação dos escravos a perseguição a cultos Afros foi intensa e conta-se que Tio Firmo foi preso por várias vezes. A árvore do Iroko, um dos símbolos da casa, foi plantada após a libertação dos escravos, bem no final do século XIX. Tio firmo vindo a falecer por volta de 1905, fica a frente do Asé Maria da Paixão (Adebolu). Maria Violão iniciou várias pessoas entre os quais podemos citar Mãe Milu que foi a Ya kekere do Asé, Matilde de Jagun (Baba Oluwa), sua sucessora e terceira mãe da casa, Cristóvão Lopes dos Anjos ou Cristovão do Pantanal (Ogun Anauegi) , Celina de Yemonja (esposa de Cristóvão), Paulo de Sango (Paulo do Brongo) filho carnal de Mãe Milu, Crispina de Ogun, a quinta pessoa a governar o Asé, e muitos outros. No dia 4 de outubro de 1936 morre Maria Bernarda da Paixão aos 94 anos de idade. Após muitas divergências assume a casa Matilde de Jagun, Baba Oluwa, que fez muitos yawo entre os quais Noélia de Osun e Emiliana também de Osun. Matilde tinha vontade que Waldomiro de Xangô(Obálokitiassi) feito na casa por Cristóvão Lopes dos Anjos (Ogun Anauegi) e que tomou 7 anos com ela assumisse o Asé após seu falecimento. Mãe Matilde vem a falecer no dia 30 de outubro de 1970 aos 67 anos de idade. Paulo Soares de Oliveira mais conhecido como Paulo do Brongo iniciado no Asé Yangba Oloroke ti Efon abriu seu próprio Asé chamado Ile Gêge Dahomé Iburaci situada em Valéria, em 1926. Paulo do Brongo iniciou várias pessoas, dentre elas o baiano Zelito de Ogun Xoroquê. Este iniciou várias pessoas em Salvador e Brasília. Vale ressaltar, que em 1969, Paulo do Brongo iniciou Joberval para Lissa (Oxalá), com o cargo de Pejigan de heiviossô (Xangô). Com o falecimento de seu pai, em 1985, o Pai Joberval de Oxalá assume a casa por um período de 25 anos.
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Ola, boa noite sou Oloye Odé Jinã feito por Lamartine de Yemonja do asé Efon.
ResponderExcluirSou filho carnal de Raimunda de Logun Edé, e Irmão carnal de Ludmila Galvão Borges de Iyemonja filhas de Zelito Preto de Ogun Xoroquê feitas a 35 anos atras. Minha mãe e de Jequie, vindo embora para Uberaba MG, eu gostaria muito que constasse o nome dela porque é a 1º casa de candomble aberta em Uberaba.E orisa e tão sabio que fui me iniciar em efon. Minha mãe hj e falecida e a erdeira é minha irmã Ludmila de Iyamonja. Por favor se tiver telefone vamos mater contato para não perder as nossas raizes. abraços e Mutumba.
Axé ireo
Excluir7198669 2475
Excluirna foto onde esta Cristina e Crispina
ResponderExcluirIsso mesmo minha avó que me criou
ExcluirEste comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluirSou neto de santo de zelito preto filho de joselio de oxumare gostaria de contatos de meus tios e de axe meu contato e (034)99776-1217
ResponderExcluirSou neto de Zelito preto, filho de Iadogun Sinarefan, André, criado por Gilson de logueende, majilode, no bairro preto em Jequié. Meu pai é meu orgulho. De Yemonja Ogunte. Kolofé, kolofé a mi
ExcluirKolofé. Me chamo Ariel, sou filho de André Valter, Pai Sinarefan de Yemanja ogunte, filho se Zelito de Ogum xoroque. Lindas Raízes. Kolofé a mi.
ResponderExcluirBoa tarde ! Fiquei imensamente emocionado com esta avalanche de importantíssimas informações sobre raízes e descendências do axé. Sou primo de terceiro grau do saudoso PAULO DO BRONGO. Após o falecimento dos meus avós materno e de minhas tias e minha mãe, perdemos o contato com os nossos parentes da família de meu primo Paulo de Oliveira (Paulo do Brongo). Ficaria mais feliz ainda se eu conseguisse contato com algum descendentes de MEU TIO PAULO DO BRONGO. Meu contato é negraonascimento@yahoo.com.br.
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